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Vacina para leishmaniose canina: tipos, eficácia, segurança e quando aplicar

Vacina para Leishmaniose Canina: Situação, Cuidados e Dúvidas Comuns (2025)
Prevenção · Zoonose

Vacina para Leishmaniose Canina: Situação, Cuidados e Dúvidas Comuns

Vacina para leishmaniose canina é um tema que gera muitas dúvidas. Afinal, existe vacina disponível no Brasil em 2025? Como ela funciona? Quando aplicar? E, enquanto a vacinação não retorna, como proteger meu cão agora? Este guia explica, passo a passo, de forma didática e com foco no que você pode fazer hoje para manter seu pet protegido.

Precisa de orientação sobre leishmaniose em BH? A Clínica Veterinária 24h Meu Pet Santa Amélia oferece triagem, exames, repelentes, plano de prevenção e acompanhamento.

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1picada de mosquito-palha pode transmitir o parasita.
0%de risco nunca existe — por isso usamos prevenção combinada.
24hatendimento de emergência e orientação na Meu Pet Santa Amélia.

1. O que é leishmaniose canina e como acontece a transmissão

A leishmaniose visceral canina (LVC) é causada pelo protozoário Leishmania infantum. A transmissão ocorre quando o mosquito-palha (flebótomo) pica um cão infectado, ingere o parasita e, depois, ao picar outro cão ou humano, pode transmitir a infecção. Não há contágio direto de cão para cão ou cão para pessoas sem a participação do vetor.

Sinais que podem aparecer nos cães

  • Emagrecimento, fraqueza, apatia;
  • Feridas que não cicatrizam, queda de pelos, pele ressecada;
  • Onicogrifose (crescimento exagerado das unhas);
  • Anemia, alterações renais/hepáticas, aumento de baço/fígado.

Mensagem importante: mesmo quando existir vacina, a prevenção continuará sendo multipasso: repelentes + ambiente + exames + orientação veterinária.

2. Situação da vacina no Brasil (2025): o que existe e o que esperar

Em 2025, a realidade no Brasil é a seguinte:

  • Leish-Tec® (vacina brasileira) permanece com produção e venda suspensas por determinação regulatória. Há notícias de ajustes e estudos, mas sem retorno comercial anunciado até o momento.
  • LetiFend® é uma vacina utilizada na Europa; até esta data, não há divulgação oficial de registro ativo para uso comercial no Brasil.
  • Leishmune® foi utilizada no passado; atualmente não está em uso rotineiro no país.

Resumo prático: no momento não há vacina disponível comercialmente no Brasil. Por isso, o foco é: repelência, manejo ambiental, monitorização por exames e educação do tutor. Assim que houver liberação oficial de vacina, a nossa clínica atualizará os protocolos e este conteúdo.

3. Como funcionam as vacinas contra leishmaniose

As vacinas para LVC, em geral, utilizam proteínas do parasita (ou frações) para estimular uma resposta imune celular (perfil Th1). Na prática, isso ajuda o organismo do cão a reagir mais rápido e com mais eficiência caso tenha contato com o parasita no futuro, reduzindo a chance de desenvolver a doença clínica e a carga parasitária — o que também pode diminuir a infectividade do cão para o mosquito.

Por que a vacina não é “a única solução”

  • A LVC depende de vetor, ambiente e hospedeiro — logo, a proteção precisa ser combinada;
  • Vacinas não costumam oferecer 100% de proteção em nenhuma doença complexa;
  • O uso de repelentes e medidas ambientais segue essencial mesmo quando a vacina existir.

4. Comparativo didático das vacinas (Leish-Tec®, LetiFend®, Leishmune®)

Resumo técnico (para referência quando houver disponibilidade)
VacinaTecnologiaEsquema inicialReforçoObservaçõesStatus no Brasil (2025)
Leish-Tec®Proteína recombinante A2 + adjuvante3 doses com ~21 diasAnualExige sorologia negativa antes da 1ª doseSuspensa (sem retorno comercial anunciado)
LetiFend®Proteína quimérica (LiESP/QA-21)1 doseAnualUsada na EuropaSem registro/comercialização ativa no Brasil
Leishmune®Fração FML + adjuvante3 dosesAnualHistórica; dados publicados no passadoNão utilizada rotineiramente

Observação: as políticas regulatórias podem mudar. Sempre verifique com o(a) veterinário(a) e com os canais oficiais de saúde animal.

5. Protocolo, indicações, contraindicações e testes prévios

Quando (e para quem) a vacina é indicada

  • Cães clinicamente saudáveis, com sorologia negativa;
  • Animais a partir de ~4 meses (16 semanas), conforme bula;
  • Pets que vivem ou circulam em áreas endêmicas para leishmaniose.

Mesmo com indicação, a prevenção combinada (repelentes + ambiente) permanece obrigatória.

Quando não aplicar (contraindicações)

  • Cães positivos na sorologia de triagem;
  • Animais doentes, com febre, infecções ativas ou sob imunossupressores;
  • Gestação e lactação, salvo orientação expressa do veterinário.

Testes prévios

Antes da 1ª dose, realizar sorologia (e conforme o caso, confirmação). Isso evita vacinar cão já infectado e ajuda no acompanhamento futuro.

Protocolo (quando houver disponibilidade)

  • Leish-Tec®: 3 doses iniciais (~21 dias entre si) + reforço anual;
  • LetiFend®: 1 dose + reforço anual (uso fora do Brasil);
  • Leishmune®: 3 doses + reforço anual (histórico).

6. Eficácia, limitações e por que prevenir é multipasso

As vacinas para LVC costumam reduzir a chance de doença clínica e a carga parasitária em cães expostos, contribuindo também para menor risco de infectividade ao mosquito. Porém, como a doença depende do vetor e do ambiente, a vacina não elimina totalmente o risco. Por isso:

  • Mantenha repelentes (coleiras/pipetas) com ação em flebótomos;
  • Cuide do ambiente: reduzir matéria orgânica úmida, folhas, sombras densas;
  • Faça exames de triagem de tempos em tempos, conforme o risco da sua região;
  • Procure o(a) veterinário(a) diante de feridas crônicas, emagrecimento, apatia, queda de pelos.

7. O que fazer agora enquanto a vacinação não retorna

Plano de ação para o tutor

  1. Repelentes: use coleiras/pipetas com indicação para flebótomos e troque no prazo correto.
  2. Ambiente: varrer folhas, podar excessos, reduzir umidade e acúmulo de matéria orgânica.
  3. Rotina de exames: faça triagem em áreas endêmicas ou quando houver sinais suspeitos.
  4. Passeios: evite horários de maior atividade do mosquito (entardecer/noite) em locais de risco.
  5. Informação: mantenha-se atualizado/a — quando a vacina voltar, reagende com a clínica.
Dica da clínica: muitos tutores se sentem mais seguros adotando um combo preventivo (coleira + pipeta adequada, a depender do caso) e fazendo checagens periódicas. Converse com a nossa equipe para montar o plano ideal para sua família.
Quer ajuda para montar o plano de prevenção do seu cão? Oferecemos repelentes, exames e orientações personalizadas para o seu bairro.

8. Mitos & Verdades

“Se vacinar, meu cão nunca pega leishmaniose.”

Mito. Vacina reduz risco e carga parasitária, mas não garante 100% de proteção. Prevenção é combinada.

“Sem vacina, não há como prevenir.”

Mito. Repelentes, ambiente e exames reduzem muito o risco enquanto aguardamos a vacinação.

“Coleira substitui totalmente a vacina.”

Mito. A coleira é peça-chave, mas não substitui a vacina quando esta existir; são complementares.

“Cão soropositivo pode vacinar para melhorar.”

Não indicado. A vacinação é planejada para cães soronegativos. Para positivos, existe outro manejo clínico.

“Leishmaniose passa de um cão para outro sem mosquito.”

Não. A transmissão clássica exige o mosquito-palha como vetor.

9. Perguntas frequentes (FAQ)

Existe vacina para leishmaniose canina no Brasil hoje?

No momento (2025), não há vacina disponível comercialmente. A Leish-Tec® permanece suspensa e não houve anúncio oficial de retorno nas prateleiras até a data desta página.

LetiFend® está disponível no Brasil?

É utilizada em países europeus. Até esta data, não há divulgação oficial de registro ativo/comercialização no Brasil.

Como proteger meu cão enquanto não há vacina?

Use repelentes com ação em flebótomos, cuide do ambiente, faça exames de triagem e mantenha acompanhamento com o(a) veterinário(a).

A vacina, quando voltar, vai substituir os repelentes?

Não. A proteção é complementar. Mesmo com vacina, a recomendação seguirá usando repelentes e manejo ambiental.

Quanto custará vacinar quando estiver disponível?

Os valores variam por marca, cidade e lote. Quando a vacinação voltar oficialmente, publicaremos os valores atualizados e pacotes promocionais na clínica.

Meu cão teve feridas crônicas e emagreceu. Pode ser leishmaniose?

Pode. Esses sinais são compatíveis, mas não exclusivos. O ideal é marcar uma avaliação com exame de triagem e, se necessário, complementares.

É uma doença que passa para humanos?

Sim, pela picada do mosquito que adquiriu o parasita de um reservatório (como o cão). Por isso a prevenção canina ajuda também na saúde pública.

Planos de saúde pet ajudam?

Podem ajudar com consultas, exames e parte dos insumos conforme a cobertura. Na nossa clínica aceitamos Petlove, Auhappy, Doglife e outros (consulte condições).

Dúvida não listada? Chame no WhatsApp e falamos agora mesmo.

Agende agora o plano de prevenção do seu cão contra leishmaniose Triagem, repelentes e orientações para o seu bairro. Atendimento 24h em BH.

✔ Atualizado: 26/10/2025

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