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11 motivos para manter as vacinas do seu cão e gato em dia

11 motivos para manter as vacinas do seu cão e gato em dia (e os riscos de atrasar) | Meu Pet Santa Amélia
Vacinação & prevenção em cães e gatos

11 motivos para manter as vacinas do seu cão e gato em dia (e os riscos de atrasar)

Muita gente só lembra de vacina quando o pet ainda é filhote. Depois de alguns anos, o cartão some na gaveta, a rotina aperta e, quando vê, o animal está com anos de atraso. A questão é que a falta de vacinas em cão e gato não é apenas um detalhe: ela abre a porta para doenças graves, tratamentos caros, internação e até risco de morte.

Este guia explica, de forma prática, os principais riscos de vacinas atrasadas, as diferenças entre V8 e V10 em cães, V4 e V5 em gatos, a importância da antirrábica e por que, na prática, prevenir é muito mais barato do que tratar.

Cartão de vacinas do seu pet está atrasado? Na Clínica Veterinária 24h Meu Pet Santa Amélia fazemos avaliação, atualização de vacinas e orientações personalizadas para cães e gatos.

1) O que significa ter as vacinas do cão e gato “atrasadas”?

Falamos em vacinas atrasadas quando o cão ou gato:

  • não completou a série inicial de filhote (várias doses);
  • deixou de fazer os reforços anuais recomendados;
  • ficou anos sem receber nenhuma dose de vacina;
  • teve o protocolo interrompido pela metade.

Nesses casos, o animal pode voltar a ficar desprotegido ou com proteção parcial, ficando vulnerável a doenças como parvovirose, cinomose, leptospirose, panleucopenia, rinotraqueíte, calicivirose, FeLV e outras.

Resumo: sem o esquema correto de doses + reforços, a imunidade cai. A falta de vacinas em cão e gato não é só “um atraso”, é um risco silencioso.

2) V10 x V8 em cães: qual é a diferença?

As vacinas múltiplas para cães são conhecidas como V8 e V10. Ambas protegem contra um conjunto de doenças importantes, mas com algumas diferenças de cobertura.

Vacina V8 para cachorro

Geralmente protege contra:

  • Cinomose (doença viral grave, neurológica e muitas vezes fatal);
  • Parvovirose (diarreia intensa, vômitos, alto risco em filhotes);
  • Coronavírus entérico canino (algumas formulações);
  • Adenovírus canino (hepatite infecciosa);
  • Parainfluenza (envolvida na tosse dos canis);
  • Leptospiras (alguns sorovares bacterianos).

Vacina V10 para cachorro

Inclui a cobertura da V8 e acrescenta mais sorovares de leptospira, ampliando a proteção contra leptospirose — doença que pode afetar rins, fígado e tem importância em saúde pública (zoonose).

De forma simples: a V10 costuma oferecer uma proteção mais ampla contra leptospirose em comparação à V8, algo muito relevante em cidades com muita chuva, enchentes, ratos e áreas alagadas.

3) V4 x V5 em gatos: por que isso importa?

Nos gatos, também temos vacinas múltiplas. De forma geral:

Vacina V4 para gatos

Protege contra:

  • Panleucopenia felina (parvovírus felino, causa diarreia grave e queda de glóbulos brancos);
  • Rinotraqueíte (herpesvírus felino);
  • Calicivirose (calicivírus felino);
  • Clamidiose felina (algumas formulações, responsável por conjuntivite e sinais respiratórios).

Vacina V5 para gatos

Em muitos protocolos, a V5 é a V4 acrescida da proteção contra FeLV – leucemia felina. A FeLV é uma doença viral grave, que afeta o sistema imunológico e a medula óssea; gatos positivos podem desenvolver tumores, infecções recorrentes e anemia.

Por isso, em gatinhos com acesso à rua, convívio com vários gatos ou histórico desconhecido, a V5 costuma ser muito recomendada, associada a exames específicos quando indicado.

4) Antirrábica: vacina do cão e gato que também protege a família

A vacina antirrábica é fundamental tanto para cães quanto para gatos. A raiva é uma doença letal, sem cura, que afeta mamíferos e é considerada uma das zoonoses mais graves.

Por isso, em muitas cidades e estados, a antirrábica é obrigatória por lei e pode ser cobrada em fiscalizações, viagens e documentação (como em condomínios, pet shops, hotéis pet).

Quando a antirrábica está atrasada, o animal fica desprotegido e, em caso de mordida em pessoas, pode gerar:

  • preocupação e medo na família;
  • necessidade de observação do animal;
  • desdobramentos com autoridades de saúde.

5) Riscos da falta de vacinas em cães

Entre as principais doenças que vemos na prática, relacionadas à falta de vacina em cães, estão:

  • Cinomose: pode começar como “gripe” e evoluir para sintomas neurológicos graves, paralisia e convulsões;
  • Parvovirose: diarreia intensa (muitas vezes com sangue), vômitos, desidratação e risco alto de morte em filhotes;
  • Leptospirose: comprometimento de rins e fígado, icterícia, febre, vômitos, diarreia, zoonose importante;
  • Hepatite infecciosa canina: doença viral que afeta o fígado e pode ser fatal;
  • Tosse dos canis: tosse, secreções respiratórias, risco maior em filhotes e idosos;
  • Doenças respiratórias diversas: associadas a vírus contidos nas vacinas múltiplas.

Em muitos desses casos, o animal precisa de internação, exames, medicamentos caros e pode ficar dias na clínica, gerando desgaste emocional e financeiro para a família.

6) Riscos da falta de vacinas em gatos

Nos felinos, a falta de vacinas aumenta o risco de:

  • Panleucopenia felina: quadro grave, com vômitos, diarreia, febre, queda de glóbulos brancos, alto risco de morte em filhotes;
  • Doenças respiratórias: rinotraqueíte e calicivirose, com espirros, secreção nasal, conjuntivite, feridas na boca;
  • Clamidiose felina: conjuntivite recorrente e desconforto ocular;
  • FeLV (leucemia felina): doença crônica, que enfraquece o sistema imune e favorece tumores e infecções graves;
  • Raiva: especialmente em gatos com acesso à rua ou contato com morcegos.

Mais uma vez, o custo emocional e financeiro de tratar essas doenças é muito maior do que manter as vacinas em dia desde cedo.

7) Preço da vacina x custo do tratamento: prevenir é o melhor “negócio”

Na prática do dia a dia da clínica, vemos com frequência a seguinte situação:

  • o tutor economiza em 1 ou 2 doses de vacina;
  • o animal adoece com parvo, cinomose, panleucopenia ou outra doença grave;
  • a família precisa encarar exames, internação, medicamentos, vários dias de tratamento.

Enquanto uma vacina costuma ter um valor acessível por dose, um tratamento completo para doença infecciosa pode chegar a centenas ou até milhares de reais, dependendo da gravidade, da quantidade de dias internado e da necessidade de exames complementares.

Em resumo: do ponto de vista da saúde e do bolso, a vacina é quase sempre o caminho mais inteligente. Prevenir é muito mais barato – e menos doloroso – do que tratar.

8) Como saber se as vacinas do meu cão ou gato estão atrasadas?

Use este checklist rápido para ter uma ideia:

SituaçãoRiscoConduta recomendada
Filhote sem terminar a série de doses (ex.: tomou 1 ou 2 e não voltou)Proteção incompleta, alto risco para doenças graves.⚠️ Agendar consulta para avaliar e ajustar o protocolo de filhote.
Adulto há mais de 2 anos sem vacina nenhumaImunidade provavelmente reduzida ou ausente.⚠️ Consulta veterinária para montar um protocolo de “resgate vacinal”.
Antirrábica não aplicada há mais de 1 anoRisco em caso de mordida; problema em viagens e documentação.⚠️ Atualizar antirrábica o quanto antes.
Gato “só de apartamento” nunca vacinadoSubestimamos o risco: vírus podem entrar via objetos, roupas, outros animais.⚠️ Avaliar com o veterinário e iniciar protocolo felino.
Pet adotado sem histórico de vacinaHistórico desconhecido = melhor considerar como não vacinado.⚠️ Consulta clínica + montagem de protocolo individualizado.

9) Meu cão ou gato ficou anos sem vacinar: e agora?

Não é porque o pet ficou anos sem vacina que “agora tanto faz”. Sempre vale a pena regularizar o cartão, mesmo em animais adultos e idosos – respeitando as particularidades de cada caso.

O caminho seguro é:

  • fazer consulta veterinária completa (ouvir histórico, examinar, conferir peso, idade, doenças prévias);
  • avaliar necessidade de exames antes de vacinar em animais debilitados ou idosos;
  • montar um protocolo de atualização (quais vacinas, quantas doses, intervalos).

10) Erros comuns sobre vacinas que vemos no dia a dia

  • “Meu pet não sai de casa, então não precisa de vacina” – vírus e bactérias podem vir em roupas, sapatos, visitas, novos animais, passeios eventuais.
  • “Tomou todas de filhote, está protegido para sempre” – quase todas as vacinas precisam de reforço periódico.
  • “Vacina é tudo igual, tanto faz onde aplicar” – qualidade da vacina, manutenção de cadeia de frio e aplicação correta fazem diferença.
  • “É melhor economizar na vacina, se ficar doente eu trato” – muitas doenças são graves, caras e nem sempre têm cura.
  • “Gato não precisa de raiva porque não morde ninguém” – além da lei em muitas regiões, acidentes acontecem e gatos também podem se infectar.

11) Por que fazer a vacinação com acompanhamento em clínica veterinária?

Aplicar vacinas em clínica de confiança faz diferença porque:

  • o pet passa por avaliação clínica antes da aplicação;
  • em caso de reação, a equipe está pronta para atender;
  • os dados ficam registrados (lote, data, próxima dose);
  • o protocolo é personalizado para a realidade do animal (ambiente, idade, comorbidades).
Quer colocar as vacinas do seu pet em dia? Na Clínica Veterinária 24h Meu Pet Santa Amélia montamos um calendário completo de vacinas para cães e gatos, com possibilidade de acompanhamento e plano de saúde pet.

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Perguntas frequentes sobre falta de vacinas em cão e gato

Meu pet vive só em apartamento. Mesmo assim precisa de vacina?

Sim. Mesmo dentro de casa, cães e gatos podem se expor a vírus e bactérias trazidos em roupas, sapatos, visitas, outros animais e passeios ocasionais. Além disso, a antirrábica é fundamental para a saúde da família e, em muitas regiões, é obrigatória.

Pulei um reforço anual. Preciso recomeçar todo o protocolo?

Nem sempre é necessário “zerar” tudo, mas o ideal é não adivinhar. O veterinário analisa quanto tempo se passou, idade, histórico de saúde e risco de exposição para definir se basta um reforço ou se é preciso repetir mais doses.

Posso comprar vacina em agropecuária e aplicar em casa?

Não é o mais seguro. Na clínica, além da aplicação correta, o animal é avaliado antes, as vacinas são armazenadas sob condições adequadas e há suporte imediato em caso de reação. A economia aparente pode sair cara se algo der errado.

Animais idosos ainda precisam vacinar?

Em geral, sim, mas com avaliação individualizada. Muitos idosos se beneficiam de reforços, pois o sistema imunológico tende a ficar mais frágil. O veterinário define quais vacinas manter, quais ajustar e se há necessidade de exames prévios.

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