Neurologista para cachorro: quando procurar, exames e tratamentos
Saber quando buscar um neurologista para cachorro pode salvar tempo e reduzir sequelas. Abaixo você vê 7 sinais de alerta, as doenças neurológicas mais comuns, os exames que podem ser solicitados (ressonância, líquor, EEG), opções de tratamento e quando é emergência.
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7 sinais de que você precisa de um neurologista para cachorro
- Convulsões (ataques epilépticos) — episódios únicos podem ocorrer, mas repetição ou duração > 5 min (estado de mal) exigem atendimento imediato.
- Fraqueza, queda ou arrastar patas (paraparesia/tetraparesia), principalmente súbito após pulo/trauma.
- Dor intensa na coluna/pescoço, relutância para subir/descer, choro ao tocar.
- Perda de equilíbrio, andar em círculos, cabeça inclinada, nistagmo (olhos “tremendo”).
- Alteração de comportamento (desorientação, pressão da cabeça na parede, cegueira súbita com pupilas dilatadas).
- Incontinência neurológica associada a perda de sensibilidade na cauda/patas.
- Recuperação incompleta após um “derrame” ou trauma — precisa de reabilitação neurológica.
Regra prática: alterações neurológicas progressivas ou súbitas merecem avaliação sem demora — quanto antes tratar, maior a chance de reversão.
Principais doenças neurológicas em cães
- Doença de disco intervertebral (DDIV/IVDD) — extrusão/protrusão de disco comprime a medula; comum em Dachshund, Shih Tzu, Beagle etc.
- Epilepsia idiopática — convulsões recorrentes em cães jovens/adultos; manejo com anticonvulsivantes e monitoramento.
- Doenças inflamatórias/infecciosas — meningoencefalite (MUE/GME), toxoplasmose, cinomose nervosa.
- Síndrome vestibular — periférica (ouvido interno) ou central (tronco encefálico); causa desequilíbrio e cabeça inclinada.
- Neoplasias — tumores cerebrais/medulares (meningioma, glioma) em cães idosos.
- Encefalopatias metabólicas — hepática/hipoglicêmica/eletrólitos alterados simulando lesões centrais.
- Degenerativa — mielopatia degenerativa (raças grandes) com progressão lenta.
Nem toda fraqueza/queda é “ortopédica”. O neurologista para cachorro localiza a lesão (encéfalo/medula periférica) no exame e orienta os exames de imagem e laboratório.
Exames que o neurologista para cachorro pode solicitar
- Exame neurológico completo — avaliação de estado mental, nervos cranianos, propriocepção, reflexos e dor espinhal.
- Ressonância magnética (RM) ou tomografia (TC) — padrão-ouro para encéfalo e medula; a RM vê melhor partes moles/discos.
- Coleta de líquor (LCR) — análise do fluido cérebro-espinhal para inflamação/infeção/imunomediado.
- Hemograma/bioquímica/hormônios — exclui causas metabólicas (hepática/renal/endo).
- EEG (em casos selecionados) — suporte no diagnóstico de epilepsia/atividade elétrica.
- Raio-X coluna — útil em trauma ou triagem, mas não substitui RM/TC para disco/medula.
Dica: leve vídeos dos episódios (convulsão/andar estranho) e a lista de medicamentos. Isso ajuda muito o neurologista para cachorro a decidir os próximos passos.
Tratamentos e reabilitação
- Convulsões — anticonvulsivantes (fenobarbital, brometo, imepitoin, levetiracetam) com acompanhamento periódico.
- DDIV — dor leve/moderada: repouso rígido + analgesia; déficits severos/recorrentes: cirurgia descompressiva (hemilaminectomia).
- Inflamatórias/infecciosas — corticoide/imunossupressor quando indicado; antibiótico/antiparasitário específicos.
- Vestibular — antieméticos, fisioterapia, tratar otites/causas subjacentes.
- Reabilitação — fisioterapia, hidroterapia, laser/neurorrehab, controle de dor e manejo domiciliar.
- Oncologia — cirurgia, radioterapia e controle de convulsões/edema (caso a caso).
Em muitos casos, o neurologista para cachorro trabalha com o clínico geral e cirurgião para um plano integrado — diagnóstico rápido melhora o prognóstico.
Quando é emergência neurológica
- Convulsões em sequência ou um episódio > 5 minutos.
- Paralisia súbita ou perda de dor profunda em membros/cauda.
- Trauma com dor espinhal intensa, queda de consciência ou pupilas desiguais.
- Vômitos + desequilíbrio grave e incapacidade de ficar em pé (risco de aspiração).
Procure atendimento 24h sem esperar. Analgesia e estabilização são prioridade enquanto se define a causa.
Como se preparar para a consulta com o neurologista para cachorro
- Leve vídeos dos episódios e a linha do tempo dos sinais.
- Anote medicações (nome/dose/horário) e histórico de doenças.
- Jejum e exames de sangue recentes podem ser solicitados caso haja sedação/RM.
- Considere plano financeiro para imagem avançada e internação, se indicado.
Perguntas frequentes sobre neurologista para cachorro
Todo cão com convulsão precisa de neurologista para cachorro?
Nem sempre na primeira crise, mas recorrência, duração prolongada, alterações neurológicas entre crises ou início em idades atípicas justificam avaliação especializada.
Ressonância é sempre necessária?
Não em todos os casos. A decisão depende do exame neurológico e da suspeita clínica. Em DDIV, tumores e inflamações do SNC, a RM/TC costuma ser essencial.
DDIV tem cura sem cirurgia?
Quadros leves respondem a repouso rígido e analgesia. Déficits graves, dor intratável ou recaídas frequentes têm melhor prognóstico com cirurgia descompressiva.
Meu cão idoso ficou com a cabeça torta de repente. É derrame?
Muitas vezes é síndrome vestibular periférica, que pode melhorar com suporte e tratamento da causa (ex.: otite). O neurologista diferencia de lesões centrais e AVCs.
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